segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Considerações acerca da obra “La democracia del siglo XXI”

A história do pensamento político moderno é a de uma contínua ampliação da noção de sujeito político desde o século XVII até hoje, assim como das possibilidades de influência dos cidadãos no sistema político.
Concomitantemente, se pode dizer que o público democrático não presta grande atenção aos assuntos políticos, em virtude das numerosas obrigações da vida pessoal e familiar, as quais, normalmente, têm prioridade.
No entanto, a solidariedade verificada entre os seres humanos, o equilíbrio entre os princípios de iguladade, liberdade e justiça social e as formas diretas de atividade política oferecem algumas razões para o otimismo no que diz respeito à possibilidade de se transcender às bases hobbesianas da política.
Ainda que não haja uma insurreição de base, é possível que diferentes segmentos da opinião pública se organizem. Os grupos de interesses e as associações podem, através da internet, ganhar notoriedade no contexto das sociedades contemporâneas.
É necessário superar o mal-estar da modernidade, nos dizeres de Charles Taylor, ligado em parte a decadência de todo sentido de comunidade amplamente compartilhado.
Um dos exemplos que podem superar tal mal-estar trazido pelo autor diz respeito às organizações ecologistas como Greenpeace que têm feito muito para fomentar a conscientização ambiental em nível internacional. As campanhas mais recentes dessa Organização referem-se à Amazônia, Clima e Energia, Energia Nuclear, Transgênicos e Oceano. Maiores informaçoes consultar: http://www.greenpeace.org/brasil/.

sábado, 7 de agosto de 2010

Comentários sobre a aula acerca das obras “La democracia del siglo XXI” e “A arte no seculo XXI: a humanizacao das tecnologias”


As obras “La democracia del siglo XXI” e “A arte no século XXI: a humanização das tecnologias” apesar de tratarem de temas diferentes, uma especificamente da democracia e outra da arte apresentam semelhanças na medida em que apontam transformações nesses dois campos de atuação da humanidade.
De fato, a arte, antes restrita a espaços particulares, a exemplo dos museus, e uma elite da sociedade modificou-se na medida em que atualmente a arte deixou o ambiente físico para atuar também em espaços virtuais. Além disso, se antes era possível diferenciar o artista da platéia, atualmente muitas obras de arte são oriundas da conjunção de idéias e talentos existentes na sociedade. Diz-se então que no ambiente artístico houve uma democratização, cuja origem está diretamente ligada aos meios de comunicação mais modernos, em especial aos computadores pessoais, que tornaram possível a comunicação entre as mais diversas pessoas do mundo. A arte, então, passou a estar mais próxima da própria vida, pois que agora é fruto não apenas das habilidades de um único artista, mas também da coletividade.
Do mesmo modo, a democracia do século XXI passa por transformações importantes, as quais também são oriundas das tecnologias, as quais podem efetivar uma democracia mais participativa e, portanto, de acordo com os anseios da sociedade. Nesse sentido, menciona-se a possibilidade de que o Estado brasileiro passe a aceitar, por exemplo, uma proposta de lei de iniciativa popular digital. Deve-se registrar, inclusive, que há proposta legislativa no sentido de possibilitar tal iniciativa. Trata-se do Projeto de Lei n. 129/2010, em tramitação no Congresso, que modifica a Lei 9.709 de 1998, para permitir a assinatura eletrônica para a apresentação de projetos de lei de iniciativa popular. Maiores informações: http://www.votenaweb.com.br/projetos/913.